20 Outubro, 2014

O silêncio é de ouro, julgam... outros afirmam ser a alma do negócio... para mim faz um barulho tão ensurdecedor, que já nem posso!


Ontem, no "seu" programa semanal, Sócrates asseverou que Costa já teria dito, se não tudo, teria já dito o essencial. Na imagem, parece aconselhar Costa a não abrir o jogo... Depois das sondagens, é preciso não acrescentar ruído... Ah! mas ele é já tanto!

Vejamos quanto:
«Se nada de essencial é para discutir porque não é oportuno, afasto-me já em bicos de pés para não perturbar o sono das hostes” (...) "É mesmo caso para perguntar que novas 'teorias' António Costa irá inventar, para se furtar ao debate da questão do Tratado Orçamental, da questão da renegociação e/ou reestruturação da dívida, da questão das privatizações e da questão da promiscuidade entre o PS e os negócios? Será a 'teoria do gato asseado', que tapa com areia as suas necessidades? Ou a 'teoria da vassoura', que empurra para baixo do tapete tudo o que é desagradável?»
Alfredo Barroso, fundador do PS, aqui

«...enquanto o PS se não “explicar” inequivocamente em relação às questões fundamentais - tratado orçamental, dívida, défice, sectores sociais do Estado, regulação do trabalho, privatizações em curso -   não há nenhuma razão para acreditar que a política portuguesa vá mudar em consequência de uma simples mudança do resultado das eleições.»
JM Correia Pinto, no blogue "POLITEIA"

«...depois de anos a ouvirmos todos os especialistas, de todos os quadrantes, portugueses e não só, depois de lermos n estudos, com vários matizes, sobre a dívida e formas de a abordar, o PS, que sabe tão bem como toda a gente que estamos perante opções eminentemente políticas, refugia-se num texto vago que parece querer adiar tudo, uma vez mais, para o dia do nunca.» 
Mas nem sempre é possível esconder uma discussão que terá de acontecer:



19 Outubro, 2014

Geração sentada, conversando na esplanada - 72 (há déficits mais graves, os da memória e da coerência...)

 (conversa anterior)
«Por este entendimento e em nome da coerência, a CDU não pode permanecer nesta sala para escutar os vossos discursos. Depois de ouvirmos as intervenções dos líderes das outras bancadas, nossos colegas da Assembleia, abandonaremos esta sala. É com um desgosto profundo que a abandonará nessa altura. Mas com uma palavra de esperança: a Moção aprovada irá ser cumprida, assim as forças políticas que a votaram acordem para uma posição coerente ou que as populações as façam acordar.»
Rogério Pereira, na passada quinta-feira

Não havia uma única mesa vazia, e de cadeiras só na minha. Ele chegou e sentou-se, e o cão para debaixo dela. Como se estivéssemos ali há muito, disse, como se continuássemos uma conversa não interrompida:
- Soube do seu discurso
- Não foi discurso. Foi uma intervenção. Os discursos pairam sobre os assuntos, numa intervenção as palavras são facas, interpelam a memória e a sua filha directa, a coerência ...
- Disseram-me que ficou surpreendido por ter sido aplaudido!
- Não fiquei surpreendido logo, foi depois. A sala parecia estar comigo, mas depois ficou até ao fim... e foram festejar...
- Admirado? Hoje, todos querem estar de bem com Deus e com o Diabo...
- Eu sei, eu sei! Não é por acaso que os tempos que vão correndo provocam tanto desalento. 
- Desalento? Mas...
- Desculpe, mas hoje não estou em condições de prolongar esta conversa... as memórias do meu poeta, não me saem da cabeça...
E por respeito ao meu pedido o engenheiro quedou-se em silêncio.


17 Outubro, 2014

Orçamento? Eis o que tenho a dizer, de momento!


Não diz o espelho o que vai lá dentro do orçamento. Mas eu sei!

(pelas imagens ficam a saber: os impostos engordaram e a economia não vai crescer)