17 janeiro, 2017

Redacções do Rogérito (35) - "A minha visita à Assembleia da Freguesia"

Tema da redacção: A Assembleia da União das Freguesias de Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias

Eu gostei muito da ideia da stora em ir fazer uma visita àquela sessão e estar de corpo presente a assistir a uma demonstração de democracia que foi poder ver e ouvir tim tim por tim tim o que os nossos eleitos diziam dos problemas locais e de como eram apresentadas as queixas de quem lá estava para se queixar e de como eram dadas as respostas às queixas apresentadas e de como estas também não eram dadas pois o poder da freguesia é um poder poucochinho a crer num senhor que estava sentado que dizia até não mais se calar que fazia mails para a câmara até se cansar só que a outro executivo não executava o que este executivo por lei devia ser ele a executar como disse um senhor que lá estava e que eu até gostei muito de ouvir pois até falou numa lei que estava ainda por cumprir.
Gostei muito de aprender muitas coisas só não gostei foi que a Assembleia  se iniciasse a hora tão tardia e eu quando lá cheguei a sala estivesse vazia e só começasse a encher à hora de eu me ir deitar pois já minha mãezinha me dizia que deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer e assim eu acho que ou há mais disciplina de horário ou aquela gente nem fica saudável nem cresce.
Eu gostei muito do diálogo entre diferentes mas só não gostei de perceber que entre os iguais havia gente que falava demais e fazia um barulho do caraças muito perturbador sem que o presidente pusesse ordem naquela gente nem nele próprio pois metia os pés pelas mãos sem que percebesse que eu estava ali para aprender como é que uma assembleia funciona e se não fosse a stora a dizer-me que as coisas se passam noutros lados de outra maneira eu ficava com uma ideia da democracia pouco lisonjeira.
Eu gosto muito de coisas bem combinadas e fiquei com a impressão de que há gente ali que se combina coisas entre elas não o sabem fazer como se combinam noutras assembleias tais como naquelas em que as unanimidades se conseguem sem confusões nem grandes abdicações como parece ter acontecido com aquele senhor há poucos dias falecido num voto de pesar que ainda vai dar muito que falar que espero não dê muito que falar pois há remédio para tudo menos para a morte.
Eu gosto muito de viver num município que é muito bonito e que dizem ser muito rico pois há aqui muita gente educada graduada e de posse elevada só não gostei de saber que entre a malta o pessoal que para a junta trabalha há muita gente precária.
Quando eu for crescido quero dar volta a isto!
Tenho dito, e me assino
Rogérito
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Nota: Ocorreu-me este texto pelo facto de um grupo de alunos da Escola Secundária Quinta do Marquês ter estado ontem a assistir à Assembleia de Freguesia na qual sou eleito. Qualquer leitura que possa levar o leitor a pensar que os jovens presentes pensaram como este escrito é mera especulação (ou talvez não)

Congresso do jornalismo, o que na verdade me inquieta...

Não sei ao certo quantos jornalistas haverá, nem quantos foram os que passaram por lá, os que intervieram e o que disseram.
O que me inquieta nem é tanto o que por lá foi dito, mas o pouco interesse que o público leitor lhe dedicou. O que me inquieta é a pouca solidariedade de classe...
Vejam só, para uma amostragem desses quatro vídeos editados no youtube, o que elejo, tinha (às 2h30 do dia 17 de Janeiro) apenas 83 visualizações (e os outros vídeos não estavam melhor, antes pelo contrário).

Vale a coragem de quem não se cala... e se a classe se une...

15 janeiro, 2017

"Depois do pão, a educação é a primeira necessidade do povo" – disse Danton no tempo da Revolução Francesa, em 1793


Embora Danton não tenha tido a oportunidade de estar presente, ele se sente honrado pelo disposto no § 11º da resolução final do congresso, aprovada na sessão de encerramento, sem votos contra e sem abstenções.
1. O 4.º Congresso dos Jornalistas Portugueses concluiu que as condições em que se exerce hoje o jornalismo, pilar da democracia, comprometem o direito constitucional à informação, indispensável para o exercício pleno da cidadania.
2. As condições de trabalho – dimensão reduzida das redações com os despedimentos, precariedade, baixos salários e falta de tempo – estão a ter efeitos na qualidade do jornalismo e condicionam a independência dos jornalistas.
3. A profunda mudança no enquadramento do setor está a afetar a credibilidade do jornalismo. O contributo dos jornalistas é determinante para ultrapassar as ameaças e desafios que se colocam à viabilidade da informação de qualidade.
4. A legislação laboral tem de ser cumprida em Portugal no setor do jornalismo, sendo urgente uma ação rápida e eficaz da Autoridade para as Condições de Trabalho para acabar com os falsos estágios, os falsos recibos verdes e os falsos contratos de prestação de serviço.
5. A autorregulação tem de ser reforçada e a regulação tem de ser eficaz.
6. Os jornalistas têm de ter maior peso e presença nas entidades reguladoras. É necessário iniciar um processo de revisão legislativa que torne essas entidades mais eficazes e mais participadas pelos jornalistas.
7. Os princípios éticos e deontológicos têm de ser reforçados, têm de abranger todos os jornalistas e têm de ser aplicados com eficácia.
8. Os conselhos de redação têm de ter um papel ativo, o que exige a proteção legal dos jornalistas que neles participam. Os pareceres dos conselhos de redação têm de ser vinculativos, nomeadamente para os cargos de direção e chefias.
9. É crucial que os jornalistas reforcem as estruturas próprias da classe, desde logo o Sindicato dos Jornalistas e a sua presença nas redações com uma agenda própria, para a defesa dos direitos dos jornalistas e a afirmação do jornalismo.
10. É fundamental avaliar, melhorar e fortalecer a relação do setor com as instituições de ensino superior e outras entidades formativas devidamente credenciadas.
11. É urgente promover a literacia mediática, com iniciativas no domínio da educação pré-universitária e junto da população em geral.
12. Os jornalistas, reunidos no 4.º Congresso dos Jornalistas Portugueses, assumem o compromisso de cumprir os deveres e as responsabilidades decorrentes dos princípios ético-deontológicos do jornalismo e das melhores práticas do exercício e regulação da profissão.
Lisboa, 15 de Janeiro de 2017
O vídeo? Ah, este foi uma promessa feita e com um poema a propósito!